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Alberto
Guerreiro Ramos nasceu em Santo Amaro (BA) no dia 13 de setembro de
1915, filho de Vítor Juvenal Ramos e de Romana Guerreiro Ramos. Em 1942
diplomou-se em ciências pela Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de
Janeiro, no então Distrito Federal, bacharelando-se um ano depois pela
Faculdade de Direito da mesma cidade.
Assessorou o presidente Getúlio Vargas durante seu segundo governo,
atuando em seguida como diretor do departamento de sociologia do
Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb). Gozando de autonomia
administrativa e de plena liberdade de pesquisa, de opinião e de
cátedra, o Iseb destinava-se ao estudo, ao ensino e à divulgação das
ciências sociais, cujos dados e categorias seriam aplicados à análise e
à compreensão crítica da realidade brasileira, além da elaboração de
instrumental teórico que permitisse o incentivo e a promoção do
desenvolvimento nacional. Constituiu um dos núcleos mais importantes de
formação da ideologia "nacional-desenvolvimentista" que impregnou todo o
sistema político brasileiro no período compreendido entre a morte de
Vargas, em 1954, e a queda de João Goulart, em 1964.
Ingressou na política partidária em 1960, quando se filiou ao Partido
Trabalhista Brasileiro (PTB), a cujo diretório nacional pertenceu. No
pleito de outubro de 1962 candidatou-se a deputado federal pelo então
estado da Guanabara, na legenda da Aliança Socialista Trabalhista,
formada pelo PTB e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), obtendo apenas
a segunda suplência. Ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados de
agosto de 1963 a abril de 1964, quando teve seus direitos políticos
cassados pelo Ato Institucional nº 1.
Segundo o Correio Brasiliense, em edição de outubro desse ano, Guerreiro
Ramos foi partidário do intervencionismo econômico, do monopólio estatal
do petróleo, da nacionalização da indústria farmacêutica e dos depósitos
bancários, considerando necessária a reforma constitucional a fim de
que, com o pagamento das desapropriações em títulos da dívida pública,
se pudesse promover a reforma agrária, inicialmente cooperativista, mas
sem considerar necessária qualquer experiência coletivista. Defendeu
também as reformas eleitoral — voto para os analfabetos e soldados e
elegibilidade de todos os eleitores —, bancária e administrativa.
Jornalista, colaborou em O Imparcial, da Bahia, O Diário, de Belo
Horizonte, e Última Hora, O Jornal e Diário de Notícias, do Rio de
Janeiro.
Secretário do Grupo Executivo de Amparo à Pequena e Média Indústrias do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), foi ainda assessor
da Secretaria de Educação da Bahia, técnico de administração do
Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp) e professor da
Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (Ebap-FGV),
assim como do Departamento Nacional da Criança e dos cursos de
sociologia e problemas econômicos e sociais do Brasil, promovidos pelo
Dasp. Atuou também como delegado do Brasil junto à Organização das
Nações Unidas (Onu), pronunciou conferências na Universidade de Paris e
fez viagens de estudos a diversos países.
Guerreiro Ramos deixou o país em 1966, radicando-se nos Estados Unidos,
onde passou a lecionar na Universidade do Sul da Califórnia.
Casou-se com Clélia Guerreiro Ramos, com quem teve dois filhos Faleceu
em Los Angeles, Califórnia.
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